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Viper Day: Uma celebração do clássico “Evolution”

Resenha – Viper Day (Manifesto Bar, São Paulo, 08/04/2017)

Viper tem uma “mania” que realmente deveria ser imitada por outras bandas: uma vez por ano comemoram o aniversário do seu primeiro show, nesse caso no dia 08 de abril, em função de um show nos anos 80 no Lira Paulistana nesta data. Embora a banda suba no palco e toque dois set lists, não se trata de um show, mas de uma festa na qual a formação da banda muda praticamente a cada música. E tema desta festa neste ano foi comemorar os 25 anos do grande disco Evolution.

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É claro que é impossível reunir todos que já passaram quase 35 anos de banda. André Matos, por exemplo, não pode comparecer por estar fora do país. Yves Passarell estava em outra cidade, tocando com o Capital Inicial. Mesmo assim foram mais de 20 músicos celebrando a obra. A abertura ficou a cargo da banda Skyscraper. Abriram com a excelente Happier Than I Am, com um refrão que fez todo o manifesto cantar junto (você pode conferir essa música abaixo). Seguiram tocando músicas próprias e um excelente cover para A Little Time do Helloween.

Skyscraper foi excelente escolha em função da sua qualidade e forte influência do Viper. O guitarrista Marcos Nazareth chegou a comentar no microfone que uma das músicas da banda era uma tentativa de criar algo tão genial como a música Crime do Viper. Recomendo que procurem a banda!

Após o Skyscraper chegou a hora do Viper.

Como introdução, foi projetado no telão da casa o depoimento de fãs e músicos, comentando sobre a sua admiração pela banda e contando histórias ligadas ao disco Evolution. Um depoimento chamou a atenção: Julia Hardy comentou às lágrimas que o pai, que a proibia de ouvir heavy metal, quebrou o seu vinil do Evolution, impedindo que ela ouvisse a sua música preferida: The Spreading Soul. Como o seu aniversário era naquela semana, ela iria comemorar ouvindo aquele CD ao vivo.

 

 

Após o vídeo o radialista Beto Peninha entra no palco e apresentou a banda. Comentou que tocou a primeira demo da banda no rádio nos anos 80 e que muitos ouvintes ligaram perguntando se realmente era uma banda brasileira. Sim… Era uma banda brasileira e de meninos de 14 a 18 anos! Mas o talento já estava lá.

A banda entra no palco com Coming From The Inside, que abre o Evolution, com o que seria a primeira de muitas formações do dia: Leandro Caçoilo (voz), Felipe Machado e Hugo Mariutti (guitarra), Rob Gutierrez (baixo) e Guilherme Martin (bateria). Havia um clima realmente amistoso no local. Os músicos estavam se divertindo e realmente gostam de tocar juntos. Tudo sem vaidade ou formalismo. Pit Passarell, que só deveria entrar no palco na segunda música entra no palco começa a fazer backings na música.

 

 

Na sequência tocaram Dance of Madness, Evolution e The Shelter, todas do Evolution, com Pit dividindo os vocais com Leandro. O baterista Renato Graccia, que gravou o Evolution, assumiu as baquetas para executarem Dead Light, que como muitas do CD, teve ampla execução na MTV na época. Interessante ver o clipe da música no telão e reparar como todos mudaram.

Todos sabem que Pit Passarell é um dos melhores compositores do Brasil, que escreveu a maioria das músicas do Viper e hits de várias outras bandas, como por exemplo, Capital Inicial (O Mundo, Depois da Meia Noite e várias outras). Pit é um gênio que sabe como poucos compor canções em vários estilos diferentes! Mas a dobradinha The Shelter, composta por Felipe Machado e Dead Light, composta por Yves Passarell, hoje no Capital Inicial, lembrou que Pit não era o único bom compositor da banda.

Os próximos convidados foram Sergio Facci, baterista do Vodu e Nando Machado, do Toyshop e Exhort. Tendo gravado o CD Theatre of Fate, foi natural que Facci tocasse uma música desse disco, e a escolhida foi To Live Again, que contou com uma performance inspirada de Leandro Caiçolo. O vocalista tem uma agressividade natural na voz, que em alguns momentos lembra Savatage, mas nessa música ele soou como uma mistura de André Matos com Bruce Dickinson, dois monstros. Uma interpretação realmente marcante (clique no vídeo abaixo e adiante para 2min).

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A próxima música, The Spreading Soul seria originalmente cantada pelo Pit, mas ele chamou duas convidadas ao palco. A primeira, Natacha Cersosimo, competente vocalista do Toyshop e já cantou essa música em outros shows do Viper. A sua voz combina com a música e acaba trazendo um novo clima, afinal, o Viper teve vários vocalistas, mas em nenhum dos seus CDs há uma voz feminina. A segunda convidada foi a aniversariante da semana, Julia Hardy, que no vídeo de abertura comentou que teve o seu vinil do Evolution quebrado. Visivelmente emocionada, ela pode ouvir a sua música preferida no palco e ainda cantar algumas estrofes com a banda.

 

 

Fechando o primeiro bloco o Viper homenageou os primórdios do metal nacional, bandas que os influenciaram. Rubens Góia, da Chave do Sol, executou com Felipe, Rob e Guilherme a música Luz, da sua antiga banda. Na sequência tocaram o clássico Um Minuto Além, também da Chave do Sol, dessa vez com uma poderosa interpretação de André Góis do Vodu. Impressionante como a bela canção continua com uma letra atual mesmo 35 anos após a sua primeira execução.

Ainda com Góis no vocal Felipe Machado chamou o baterista Paulão (Kamboja e ex-Centurias) para tocar Portas Negras, gravado pelo Centurias em um dos primeiros discos de heavy metal do Brasil: SP Metal Vol I, lançado pela Baratos & Afins em 1984.

Leandro, Pit, Felipe, Hugo, Rob e Guilherme fecharam o primeiro bloco com o clássico absoluto Rebel Maniac, com seu refrão que levantou o Manifesto. Nessa música o guitarrista Valdério, do Toyshop, invadiu o palco para contribuir com backings.

 

 

No intervalo era comum ouvir pessoas comentando como a banda estava afiada e como o clima estava bom. Foi uma festa na qual todos se divertiam, dentro e fora do palco, sem vaidade e sem competição. Uma celebração do disco Evolution, do Viper e de tantas outras bandas que fizeram história no rock brasileiro.

No segundo bloco a banda executou mais Knights of Destrution, A Cry From the Edge, Nightmares, Wings of the Evil, Coma Rage, 8 de Abril, Prelude to Oblivion, We Will Rock You, Living For The Night, The Number of the Beast e HR.

Para quem não sabe, o Pit Passarell possui um CD solo que ainda não foi lançado, “Pit Passarell and the Lucratives”, e tive o prazer de ser convidado pelo músico para gravar as guitarras desse CD. Você pode conferir algumas das músicas desse CD no Youtube, a última com solo de Yves Passarell:

Em função de ter sido um dos Lucratives tive a honra de ser convidado para subir no palco e tocar Nightmares com a banda. Fui anunciado como ex-guitarrista do Chakal, banda com quem gravei alguns Cds nos anos 90. O guitarrista Marcos Klein, virtuose que hoje toca no Ultraje a Rigor, também tocaria nessa música, mas não pode comparecer por problemas familiares.

 

 

Um ponto interessante foi a interpretação do Pit Passarell na música 8 de abril, deixando a impressão de que a letra realmente tem algum sentido especial para ele. Além de ter no título, obviamente, uma menção ao surgimento da banda.

cover de The Number of The Beast não estava originalmente no set list, mas antes da música HR alguém falou em tom de brincadeira que seria tocada um clássico dos anos 80. Hugo Mariutti começou a tocar riffs de músicas como Seek and Destroy e, ao tocar o rifff inicial de The Number of The Beast Leandro começou a cantar e, de improviso, a música foi tocada com o carismático Pit Passarell invadindo o palco para andar como se fosse o Eddie. Espere o inesperado…

Nesse momento ficou claro como o Hugo foi uma boa escolha. Com fisionomia tranquila e visivelmente se divertindo, ele reproduz com competência e precisão as linhas de guitarra do antecessor, Yves Passarell. Isso é sempre importante em uma banda de heavy metal, na qual os fãs conhecem não apenas as letras, mas também os solos. Quem não conhece com detalhes a carreira do músico procure a versão do Shaman para Painkiller, na qual ele reproduz com facilidade as duas guitarras da música.

Fechando a noite HR com Valdério do excelente Toyshop e que gravou o CD All My Life do Viper, assumindo as baquetas.

Depois do show os músicos atenderam o público. Hugo era informalmente entrevistado respondendo sobre os próximos passos do seu trabalho com o André Matos, Felipe autografava o seu CD solo, FM, Guilherme autografava o CD do Toyshop, Pit tirava fotos com os fãs e todos autografavam vinis e CDs do Viper.

Uma grande festa comemorando os 25 anos do Excelente Evolution! Que venham mais comemorações!

Texto: Eduardo Paulista Simões
Fotos: Dener Ariani


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Postado em/Posted on April 18th, 2017 @ 23:52 | 95 views







VIPER DAY é uma data que já faz parte do calendário do rock brasileiro. O dia 8 de abril remete ao primeiro show da banda no Lira Paulistana, em 1985. Todo ano, membros atuais e ex-integrantes se reúnem para celebrar o repertório de uma das maiores bandas da história do rock pesado do país. Este ano, a homenagem será ao álbum ‘Evolution’, que completa 25 anos este ano.

Com a ausência do vocalista Andre Matos, que estará no exterior, o convidado para os vocais será o ex-Eterna Leandro Caçoilo. Conhecido do público brasileiro por participações elogiadas em diversos projetos, Leandro vai dividir os vocais com o baixista Pit Passarell, vocalista original do álbum ‘Evolution’, além de lendas do metal brasileiro. Completam o VIPER os guitarristas Felipe Machado e Hugo Mariutti, e o baterista Guilherme Martin.

Gravado na Alemanha e lançado em todo o mundo em 1992, ‘Evolution’ é o disco mais vendido da história do VIPER. Clássicos como ‘Rebel Maniac’, ‘Dead Light’ e ‘Evolution’ marcaram os anos 1990 com turnês da banda pela Europa e Japão, além de apresentações históricas no Brasil, como a abertura do show do Metallica em São Paulo. Como parte das comemorações, uma edição remasterizada do CD será relançada ainda este ano pela gravadora Wikimetal Music com bônus muito especiais: as demos da pré-produção de ‘Evolution’, que trazem versões bastante surpreendentes de algumas canções que depois ganharam as paradas no Brasil e no Japão. O disco estará à venda no segundo semestre de 2017.

A abertura da noite ficará a cargo da banda Skyscraper, outro nome bastante conhecido do rock pesado brasileiro nos anos 1990 que está de volta à ativa.


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Postado em/Posted on March 29th, 2017 @ 15:02 | 158 views








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Postado em/Posted on March 29th, 2017 @ 14:58 | 91 views







A banda Hardshine tem orgulho em divulgar que fechou contrato com a gravadora TRM Records para o lançamento nacional do seu primeiro álbum intitulado “So Far And So Close”. O lançamento acontece no dia 15 de dezembro em diversas lojas especializadas em parceria com a Die Hard, Hellion Records e Voice Music.

Este é o primeiro trabalho que será lançado pela gravadora que é um braço da assessoria de imprensa TRM Press do jornalista Thiago Rahal Mauro.

O grupo de Hard Rock Hardshine foi formado por Pedro Esteves e Leandro Caçoilo há quatro anos com o intuito de compor e gravar algo fora do que eles estavam acostumados em suas carreiras. O disco tem muita energia e uma influência bem latente do Hard Rock clássico dos anos oitenta e setenta. Produzido por Pedro Esteves, o trabalho finalmente será lançado no formato físico pela TRM Records.

“Com muito orgulho que começamos a nossa jornada como uma gravadora que irá apoiar o metal nacional. Contamos com ajuda de vocês para concretizar mais esta etapa de nossas vidas”, disse o vocalista Leandro Caçoilo.

Hardshine Line-up:

Leandro Caçoilo – Vocal
Pedro Esteves – Guitarras
Bruno Ladislau – Baixo
Anderson Alarça – Baixo

Ficha técnica:

Todas as músicas e letras foram compostas e arranjadas por Pedro Esteves.
O álbum foi gravado no MASTERPIECE STUDIO, em São Paul, Brasil em janeiro de 2013.
“So Far And So Close” foi mixado e masterizado por Pedro Esteves.
Engenheiro de som: Leandro “Marreco”.
Capa e encarte desenhados por Neto Santos

Escute a música “So Far And So Close”


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Postado em/Posted on December 1st, 2016 @ 21:14 | 269 views








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Postado em/Posted on November 30th, 2016 @ 3:24 | 116 views



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